Quero agora descobrir meus itinerários, meus locais, minhas passagens. Observo as veredas percorridas tão sem verde e empoeiradas. Tento encontrar os caminhos de outrora e me pergunto: o que fazer agora? Há uma encruzilhada de emoções nocauteando o meu ser, atirando-me nas profundezas de um vazio que já se sabe - vida/morte. É difícil acreditar que não habito mais as velhas ruas do meu ser, nem reconheço - se olhar pra trás - os passos que deixei ao vento.
Quero um
destino novo, juro que busco, mas os caminhos estreitos não me acolhem, nem me
afetam, não me convidam a dançar ao Morro dos Ventos Uivantes...
Marli Nóbrega
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