quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

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Em qual porto iremos nos encontrar? Onde ancoraremos nossa pequenina embarcação? Essa nossa viagem por água é chuvosa, porém difícil. Hoje estamos todos com a sensação de viajar no mesmo velho barquinho de papel (tão frágil). Uns estão sempre muito bem acomodados, outros, pendurados para não cair nas "águas do mar da vida." De repente chove. E a vida segue. A rota terrestre nos impulsiona ao primeiro passo, nos direciona à luta, nos aponta o amanhã... Milhares são as possibilidades de destino, milhares são as porteiras fechadas e milhares serão os mapas contraditórios... Mas, a viagem continua. Alguns viajam sempre na primeira classe, outros na classe econômica e a grande maioria apenas viaja... Que classe? O melhor de tudo é essa sensação de partidas e regressos, esse fazer e desfazer das malas, esse agir para o amanhã... Estou a caminho e certamente algum dia desses chegarei. Nesse dia terei alcançado meu objetivo maior, meu ponto de aterrissagem, meu destino. Fecharei minhas asas de borboletas e descansarei dos enfados acumulados nas andagens sem mapa algum... porque a vida não tem roteiro. Ontem por essa hora o rumo era chegar, hoje, por essa hora o desejo é, regressar. Assim a vida ganha novas nuances, novos pontos de embarcação, novos andarilhos. O trem passa e nos convida à caminhada, o maquinista, porém, pode ser cruel. E em sendo assim, descansai sossegadamente antes do novo destino. A viagem pode ser freada assim, desavisadamente... E o condutor, o que acontece com ele? Eis a pergunta que eu não calaria. Nada sabemos, nada, nada... Mesmo assim pretendemos seguir adiante, sempre... Na esperança de que lá em cima alguém olha para nós. O que seria de nós sem o alcance da tua visão de raio-X?

(M.N)



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