quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

CIRCUNSTÂNCIAS




E por mil circunstâncias é prudente continuar sendo quem sempre fomos. Nada muda aquilo que já É. Contudo hoje preciso falar das falhas que cometemos quando por vaidades deixamos de lado nossa essência, implicamos gratuitamente com o outro, desrespeitamos claramente o irmão e por vezes até o desmerecemos. É preciso que tenhamos coragem para nos desfazer dos lixos da hipocrisia que conduzimos conosco. Ter coragem para vencer as batalhas contra nosso maior inimigo - nós mesmos. É preciso ter HUMILDADE além da meta para ser fiel aos princípios que a vida nos acrescentou. Não posso resolver os problemas do mundo mas, posso minimizar a cota daqueles que serão afetados por mim, pelos meus gestos e vaidades. Assim, espero me livrar dos velhos lixos, das coisas impensadas, das infantilidades, das minhas grosserias. É preciso inteligência acima do natural para reconhecer-se ingênuo e força sobre humana para tornar-se firme. Não apenas como a rocha, mas como os pensamentos que permanecem lá intactos, livres dos arranhões dessa sociedade rotuladora e perversa que cruza conosco nas ruas e avenidas e, muitas vezes moram em nosso corpo. Nossa passagem terrena não precisa de estardalhaços, não carece de carimbos ou festins, não necessita de tapetes vermelhos... Nossa passagem requer pé no chão, coração puro, fé em Deus. Nossa passagem não necessita de patentes, nem de méritos impressos numa folha de papel, nossa passagem deve ser assim com as chuvas de verão em solo sertanejo, desejosa de bençãos. Hoje, por alguns instantes estive prestando atenção as formas de agir dos humanos e para tristeza me encantei com o comportamento daqueles que não se pronunciam em palavras - os bichos. Lembrei do velho, porém, sempre atual poema de Manuel Bandeira... Entretanto nós, os bichos que pensam e falam é que estamos "na imundície do pátio... E, pasmem! Meu Deus somos homens! Catando "vida" entre os detritos. Volto a tentar entender a necessidade de esvaziar nossas lixeiras sociais e demagógicas, praticar aquilo que a fala sempre apresentou. Se não for assim, não sei e nem quero ser nem o bicho, nem o lixo e nem o pátio. A praça carece de vida, de amor, de tolerância e de respeito. Todas as diferenças são nossas e todas as igualdades, TAMBÉM. Boa tarde e boa reflexão para tod@s nós - o povo do bem. (M.N)

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