quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

FLECHAS

E eu aqui a pensar nas flechas... 


Aquelas que são atiradas indevidamente na sociedade quando se rompem os grilhões da ignorância... Êpa! Deixa-me ver se realmente ouvi. Será que era aquilo mesmo que o eco trouxe aos meus ouvidos? Bom! Foi o que entendi. Muitas vezes porém, num ato inconsequente ou impensado atiramos lama na cara daqueles que, pela ocasião não mereciam ouvir o fruto das nossas insatisfações. Lembro aqui do quão duro foi receber meus certificados, de modo que devo mantê-los intactos, sem manchas, sem nódoas... Eles me custaram muito e veja bem, não estou falando de bens, estou falando de lutas... Hoje senti o coração entristecer e peço, em nome de quem pensa igual a mim, perdão a família do homenageado. A hora, pela importância, pelo significado, pela beleza NÃO podia ter terminado com tamanha falta de... Deixa pra lá. Voces são sábios e certamente LEVARAM a homenagem do povo de IPUEIRA que recebeu honrosamente um novo espaço, a realização de um sonho e batizou esse sonho com dignidade, reconhecimento e respeito. Características especiais de um povo especial. Mas, recordando um velho clichê "quem diz o que quer ouve o que não quer". Assim caimos no conceito de alguém, erramos feio, perdemos ponto na nota da sabatina... Tentarei entender, tentarei entender e embora ainda não acredito que as palavras foram realmente as que ouvi, tentarei esquecê-las. Foi feio, foi improcedente, foi inconsequente, foi diminuto e eu, APAIXONADA pelas palavras privo-me ao LUTO. A vergonha me condecorou a alma. (M.N)

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