E eu aqui
a pensar nas flechas...
Aquelas que são atiradas indevidamente na
sociedade quando se rompem os grilhões da ignorância... Êpa! Deixa-me ver se
realmente ouvi. Será que era aquilo mesmo que o eco trouxe aos meus ouvidos?
Bom! Foi o que entendi. Muitas vezes porém, num ato inconsequente ou impensado
atiramos lama na cara daqueles que, pela ocasião não mereciam ouvir o fruto das
nossas insatisfações. Lembro aqui do quão duro foi receber meus certificados,
de modo que devo mantê-los
intactos, sem manchas, sem nódoas... Eles me custaram muito e veja bem, não
estou falando de bens, estou falando de lutas... Hoje senti o coração
entristecer e peço, em nome de quem pensa igual a mim, perdão a família do
homenageado. A hora, pela importância, pelo significado, pela beleza NÃO podia
ter terminado com tamanha falta de... Deixa pra lá. Voces são sábios e
certamente LEVARAM a homenagem do povo de IPUEIRA que recebeu honrosamente um
novo espaço, a realização de um sonho e batizou esse sonho com dignidade,
reconhecimento e respeito. Características especiais de um povo especial. Mas,
recordando um velho clichê "quem diz o que quer ouve o que não quer".
Assim caimos no conceito de alguém, erramos feio, perdemos ponto na nota da
sabatina... Tentarei entender, tentarei entender e embora ainda não acredito
que as palavras foram realmente as que ouvi, tentarei esquecê-las. Foi feio,
foi improcedente, foi inconsequente, foi diminuto e eu, APAIXONADA pelas
palavras privo-me ao LUTO. A vergonha me condecorou a alma. (M.N)
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