quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Depois dos bandolins de Oswaldo
Não tenhas pressa, pois que a vida é calma. Viver é dar-se ao contentamento das horas, ide pois caminhANDO e vagarosamente semeai vossa alegria. A pressa sufoca o passo, na pressa perde-se o compasso, a pressa entrepõe o laço, esconde a noite, apaga o dia, enterra a luz da visão e deixa o olhar sem guia. A pressa nos refugia do tempo que passa e some sem deixar mais que saudade, recordação, nostalgia ... Não tenhais pressa! A travessia é longa, ide adiante superANDO traumas, velejando sonhos, descobrindo as escondidas belezas do caminho onde transitamos. Andai. A vida requer disponibilidade, coragem e metas. Não vos acostumeis com as rotas obscuras, buscai o mapa do tempo no rumo que se anuncia. Ao encontrá-lo transformai-o em alegria. A vida requer escolhas, escritos que a gente deixa feito em versos numa folha. Ide! Optai! É tempo de reflexão. O ano acena adeus, o futuro prenuncia sua chegada e com ela nova expressão. O calendário cansado quer dormir em berço nobre - o passado, lugar onde NINGUÉM mexe. A vida faz novo pacto e com ela festejamos. Somos enfim as ovelhas, pastores desse rebanho? Porém aquitai-vos. A travessia é longa e o barqueiro tem claros cansaços em seus braços-remos... A travessia é longa e o condutor tem claros sinais de cansaços em sua face enrugada... Ide! Assim quem sabe um dia o futuro nos encontra. Voce cheio de verdades e eu condutora de esperanças. Voce cheio de metáforas e eu poema sem som. Voce perfeição em carne, eu alma em dança... Vou escutando bandolins sendo da música a criança..
Eu? Resquício de silêncio, palavra e som, poesia, só isso. (M.N)
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