terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O tribunal, a sentença e o banco dos réus.







Quanta improcedência cabe na fala de quem já esteve à frente de uma GRANDE EMPRESA que deveria ter como lucro maior "o tratar bem das pessoas" e não o fizera porque o peso de sua toga era MUITO MAIS INTERESSANTE, o cargo era um referencial de imponência. A patente dava-lhe a certeza de um poder sem limites, mas nada há que estando sobre a terra seja maior que a competência divina... Juiz nenhum tem o martelo da vida e o tribunal que realmente importa não tem sentença sem justiça. Ali onde um dia vossa senhoria e sua gente sentou em cadeiras temporárias é o mesmo lugar onde outros e muitos sentarão porque assim é a LEI DA VIDA. Tudo passa, até nós, os réus... Para cada sentença um ato condenatório, a pena determinada e mil julgamentos individuais e coletivos porém, convém lembrar que tanta gente buscou na dor por sua ajuda e voltou para casa pior do que saira dela. Quantas dores lhes foram apresentadas sem um ato sequer de sua ação para minimizá-la... Por quantas vezes a vida te pediu socorro num desses corredores que a gente passa e voce sequer ouviu a brado retumbante, o pranto ou o silêncio de quando nada mais pode ser dito? Vejamos, o tribunal continua ali, construído em concreto armado, as sentenças também permanecem lá e algumas delas estão loucas para ser expressas querem sair das gavetas e tomarem conta das redes... O banco dos réus poderá ser preenchido por aqueles que "esquecidos do passado" fazem coisas inaceitáveis de tão absurdas. Hoje seria prudente retomar o censo, refrescar a memória com aquele combustível que nos move. Seria interessante usar aquele remédio que cura além das patologias, cura as ruindades humanas. Porque por mais que passe o tempo os papéis atestam nossas falhas, nossas fragilidades humanas, nossas passagens, nossas marcas e histórias... Ninguém é SENHOR DE SI, dono do tempo, detentor da verdade. Há caminhos que a gente passa e ninguém conhece, ninguém sabe e há caminhos que a gente não consegue omitir que um dia pisou porque sem perceber deixamos reflexos nossos. Portanto, reflita sobre suas ações cotidianas, arranca esse veneno mortal da tua língua afiada, joga fora essa maldade que nada te acrescenta. Para ser mais franca TUDO ISSO ANULA o ser... Assim quem sabe o tribunal poupará as tuas falhas em delação obrigada, porque Ele sabe, Ele viu, Ele ouviu e testemunhou todos os erros cometidos. Alguém também guardou as provas. Do escritório, gabinete ou praça pública nada passou à mercê de Seu olhar criterioso. Desse modo, abrandai vosso coração, acalmai vossa revolta sem razão de ser e LEMBRAI: não existe crime perfeito. Fica sempre uma prova ou pelo menos uma fresta aberta para que o MUNDO possa ver o seu histórico ou conhecer teu legado. Cautela! Prudência! Respeito e justiça. O juiz manda um recado: há muitas vagas no banco... Portanto, NÃO FAZ SENTIDO ter teto de vidro e atirar PEDRAS no telhado do outro. Sejamos pois, éticos. Supremo e Senhor de TUDO, só ELE. Estamos aqui esperançosos da mudança, inclusive de atitudes porque permanecer no erro não é lá muito interessante. NÓS também sabemos julgar mas, optamos por continuar sendo EXPECTADORES do circo que a improcedência arma... Tem muito nariz de palhaço jogado na lona vermelha desse picadeiro sem platéia. Tem gente na corda bamba sem saber que o tombo é alto. Tem muito domador de elefante que nunca sentiu a mordida do LEÃO. Tem muito acrobata brincando com fogo, em risco de ser queimado. Ah! Quase esqueci... Tornozeleiras de bijuteria são mais interessantes que as eletrônicas. O tribunal, a sentença e o banco dos réus continuam à espera de novos visitantes. É 1000 vezes melhor não ter que passar por lá. (M.N)

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