sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

AS MÃOS QUE TENHO




Minhas mãos cansadas,
grossas,
ásperas,
a remendar a vida.

Minhas mãos sofridas,
envelhecidas,
marcadas,
curando dores e feridas.

Minhas mãos tão feias,
enrugadas pelo tempo,
minhas mãos alheias...

Minhas mãos sem brilho,
sem luxo, manchadas
escrevem a história,
revelam a saída,
lavam mágoas da vida,
preparam o alimento para a fome...

As mãos do tempo
eu sei - são remédio, são alento
para quem conduz no peito
só dor, lágrima e sofrimento.

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