Minhas mãos cansadas,
grossas,
ásperas,
a remendar a vida.
Minhas mãos
sofridas,
envelhecidas,
marcadas,
curando dores
e feridas.
Minhas mãos
tão feias,
enrugadas
pelo tempo,
minhas mãos
alheias...
Minhas mãos
sem brilho,
sem luxo,
manchadas
escrevem a
história,
revelam a saída,
lavam mágoas
da vida,
preparam o
alimento para a fome...
As mãos do
tempo
eu sei - são remédio, são alento
para quem conduz no
peito
só dor,
lágrima e sofrimento.

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