quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

DESENCANTOS



Ando a procura do caminho, do rumo, do destino.
Não tenho bagagem, nem roupas, nem luxos, como disse, busco  caminhos, uma estrada certa, a direção exata...
Setas, mapas, rotas, nada disso me serviu de base, permaneço sempre no mesmo lugar...e do mesmo "velho jeito" de sempre: superando abismos e desejando abrigo.
No percorrer dos meus dias o fardo me é difícil de conduzir, pesa em demasia para a minha insignificância e fragilidade.
E, assim sendo, não tenho caminho novo, nem ninho, nem canto...
Vivo o silêncio das catacumbas e me vejo sucumbir em desencantos. 
Marli Nóbrega

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